top of page
Buscar
  • Foto do escritorIlana Majerowicz

Ser o pesquisador e o micróbio ao mesmo tempo

Atualizado: 26 de jun.

Viver em comunidade tem sido o laboratório vivo mais rico que já vivi ao longo de 10 anos dessa jornada em que venho pesquisando, conhecendo e vivendo em diversos tipos de comunidades!


Mas por que Comunidade, Ilana? Por que você escolheu esse assunto? Por que vc escolheu viver assim? Por que você gosta tanto de falar disso? Viaja, faz documentário, livro, participa de vivencias, cursos depois cria cursos, aprende metodologias, lê livros… até que vai morar em uma Ecovila, depois cria uma comunidade urbana, depois se muda pra outra e pra outra, até que começa o processo de construção desse lugar que antes era Vila XI e agora já se estende para um complexo de vilas vizinhas, o Vilas em Rede.


Só aí já seria um currículo digno de PHD. Se eu tivesse na academia poderia ser doutora. Mas eu fui no caminho contrário, comecei pelo conhecimento, adquirindo ferramentas, e aos poucos fui trocando o que eu tinha de conteúdo pela experiência prática. Fui deixando morrer o que já tinha aprendido, fui abrindo mão de ter projeto, método, teoria, para poder viver minha própria experiência em relação com as condições que se apresentam aqui. Tendo como prática o processo constante de reconhecer dentro de mim, as bases que sustentam a desconexão que geraram o sistema que vivemos hoje. Ao invés de superar, ir contra, ou tentar administrar a desconexão, eu mergulhei nela, e continuo mergulhando. A cada mergulho, surgem novos insights, novos aprendizados, e grandes liberações emocionais de crenças, padrões, ilusões, hábitos.


De um caminho alternativo, porém cheio de lugares a se chegar, surgiu um caminho que já não tem referência, não tem um fim previamente definido, nem do padrão e nem da alternativa ao padrão e sim a possibilidade de criação a partir de uma experiência singular..


E tudo que aprendo eu posso colocar como um conhecimento provisório, uma verdade que se sustenta naquele momento, tálvez por um período de tempo, e que pode em algum momento ser atualizado e até mesmo contrariado mas que pode servir em uma travessia, até que se abra alguma outra camada de consciência. Essa abertura para o inesperado, para a impermanecia e constante renovação sempre me deixa chocada e muito interessada! Com essa abertura, a velocidade das mudanças e transmutações é tão grande, que o ilusório conforto da fixação perde o sentido e nem por isso eu me encontro em um lugar tão líquido a ponto de nada se sustentar. Há também a repetição, a constância, e uma solidez que as forças da natureza nos entregam. A terra sob nossos pés firma o chão para os passos descompassados também.


Dito tudo isso é dizendo quase nada, eu respondo a pergunta: eu não sei! Eu não sei pq escolhi comunidades. O sentido disso tudo já mudou tantas vezes, mas ao mesmo tempo continua aqui! E se continua a fazer sentido é pq talvez seja mais sobre sentir do que entender.


Com essa experiência viva no meu corpo vou compartilhando os insights do momento nesse blog! Até breve!




0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page